Na verdade, eu parei para pensar sobre isso há um mês, mais ou menos; sem nunca conseguir traçar qualquer linha decente de raciocínio [só pra variar].
Babylon. Babylon é lar do prazer, consumo irrestrito; do pan-de-ló e do moët chandon; rayban, passeio de iate e manhanttans; francês.
Pasárgada é a cidade do amigo do rei; de mulheres a qualquer hora; de cansaço gostoso e descanso, logo em seguida.
Para comparar as duas cidades 'imaginárias'; eu parei e pensei na idade, em como Babylon representa, pra mim, tudo do carpe diem e do novo, do rápido, do prazer constante e dolorido; irremediavelmente bom. Pasárgada é o lugar para onde os mais velhos vão quando se cansam do mundo, da falta de certas coisas, da necessidade de dormir e de ter a mulher que quiser. Rá, talvez o confronto das idades seja estúpido, por conta do confronto entre Zeca Baleiro e Manuel Bandeira.
Babylon é o lugar do consumo, capital. Pasárgada é o do prazer apenas humanos e sem necessidade de compra. Em Babylon você tem o dinheiro; em Pasárgada, você não precisa dele.
Babylon é lugar para viver; Pasárgada é lugar para morrer.
Então, para que confrontar os dois se eles deveriam se unir e formar um lugar para viver a vida toda; tanto no período de pouca idade, de velocidade; quanto no período de lentidão, de muita idade; tanto no período de vida; quanto no período de parar e descansar? Pasárgylon.
Acho que ele até existe, esse lugar. Na verdade, Lu, juntando com o teu, e o nosso 'gostamos de sofrer' [ou o do Nietzsche]; nunca vamos achar Babylon ou Pasárgada. Inventaremos cidades assim para manter a distância da felicidade; ou para esconder a incompetência.
Indeed, minha cara; nós, os estúpidos, contentaremo-nos com a Disneylândia e that's all for these holidays.
sábado, 7 de abril de 2007
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